 O que são plaquetas?
O sangue é formado por várias substâncias, com funções específicas. São elas: os glóbulos vermelhos, brancos, plaquetas e plasma. As plaquetas são componentes que participam do processo de coagulação do sangue, ou seja, auxiliam a estancar sangramentos. Elas são produzidas na medula óssea e podem ser armazenadas no baço. Quando um vaso é lesado, as plaquetas se prendem ao local formando uma barreira que evita o sangramento. A diminuição na quantidade de plaquetas (ou alteração em sua função) pode, portanto, predispor a sangramentos, e a transfusão de concentrado de plaquetas é uma das formas de minimizar o risco de hemorragia.
 Por que os pacientes necessitam de plaquetas?
Os pacientes com leucemia têm sua medula óssea lesada pelo tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia. Após o término de cada sessão, leva 1 a 2 semanas para que a medula torne a produzir plaquetas. Durante este período, os pacientes necessitam de transfusões de plaquetas para ajudar na coagulação do sangue. Pacientes em cirurgia cardíacas também tem suas plaquetas lesadas no circuito de circulação extra corpórea e podem necessitar da transfusão de plaquetas.
 Como é feita a doação de plaquetas por aférese?
O concentrado de plaquetas pode ser obtido tanto de uma doação de sangue convencional quanto por aférese, com a diferença de que esta última permite a coleta de uma quantidade muito maior de plaquetas (equivalente oito doações de sangue). A doação automatizada (também chamada de doação por aférese) é realizada utilizando-se um equipamento contendo um circuito descartável e estéril no qual o sangue circula. Durante este processo, conecta-se o doador ao aparelho de aférese, através da inserção de uma agulha em ambos os braços. Separadores celulares de sangue, especialmente projetados, coletam 10% das plaquetas circulantes do doador. As plaquetas são separadas e armazenadas numa bolsa. Os outros componentes do sangue são devolvidos ao doador. Uma solução anticoagulante é usada para evitar a formação de coágulos durante a doação. O sangue do doador circula exclusivamente dentro do circuito descartável e estéril, não entrando em contato com o equipamento. A medula óssea do doador facilmente repõe esta quantidade de plaquetas em 72 horas.
 Quem pode doar
A seleção do doador segue os mesmos critérios utilizados para a doação de sangue convencional. A diferença principal é que a pessoa que fez uso recente de antiinflamatório/analgésico contendo ácido acetil salicílico(ou outro antiinflamatório que afete a função da plaqueta) fica impedido de doar plaquetas até cinco dias após o uso do medicamento. Outra condição necessária para a doação automatizada é a presença de veia de bom calibre. Uma veia que permite a coleta de sangue convencional nem sempre é adequada a doação por aférese. A doação de plaquetas é permitida se a contagem plaquetária for igual ou superior a 150.000/mm3 e o nível de hemoglobina acima de 13g/dl para homens e 12,5 g/dl para mulheres.
 Para doar
A doação de plaquetas por aférese ou de múltiplos componentes é agendada com antecedência, em virtude do tempo necessário para o preparo do equipamento e para a coleta propriamente dita. Uma doação de sangue convencional prévia é recomendada, para verificar se o doador apresenta veias adequadas para a doação de aférese. Além disso, proporciona a obtenção de resultados negativos dos testes de triagem sorológica, o que diminui a probabilidade de descarte dos componentes coletados por aférese em função de alteração sorológica. O intervalo máximo recomendado entre a doação de sangue convencional e a automatizada é 2 meses para o homem e 3 meses para mulher.
O restante do processo de doação por aférese é o mesmo utilizado para a doação convencional: 1- cadastro mediante apresentação de documento oficial com foto; 2- pré-triagem coma verificação do pulso, pressão arterial e temperatura e, 3- entrevista clínica.
Uma amostra de sangue é coletada após a entrevista clínica, para contagem de plaquetas e determinação de hemoglobina. O circuito descartável e estéril é acoplado ao equipamento selecionado e preparado para a coleta do(s) componente(s) desejado(s). A seguir, a agulha acoplada ao circuito é introduzida numa veia de bom calibre, após a limpeza da pele local. Para doar plaquetas é necessário marcar hora.
 Cuidados após a doação de plaquetas
Os mesmos cuidados após uma doação convencional de sangue são recomendados para a doação automatizada (doação por aférese): · ingerir bastante líquido; · após a doação, não fumar por 2 horas; · para dirigir, aguardar 30 minutos; · no dia da doação, não realizar exercícios intensos; · não exercer força com o braço que foi puncionado. Se você sentir algo anormal ou apresentar um dos sintomas descritos, comunique-nos imediatamente para avaliação e orientação.
 Perguntas e Respostas mais freqüentes sobre Doação de Plaquetas
1 - Como é feita a doação de plaquetas? O concentrado de plaquetas pode ser obtido tanto de uma doação de sangue convencional quanto por aférese, com a diferença de que esta última permite a coleta de uma quantidade muito maior de plaquetas (equivalente oito doações de sangue). A doação automatizada (também chamada de doação por aférese) é realizada utilizando-se um equipamento contendo um circuito descartável e estéril no qual o sangue circula, as plaquetas são separadas e armazenadas numa bolsa. Os outros componentes do sangue são devolvidos ao doador. Uma solução anticoagulante é usada para evitar a formação de coágulos durante a doação. O sangue do doador circula exclusivamente dentro do circuito descartável e estéril, não entrando em contato com o equipamento. 2 - A doação de plaquetas é igual a doação de sangue? Não, a doação de plaquetas por aférese tem uma duração maior (cerca de 90 minutos) e necessita de um equipamento de aférese com um circuito descartável e estéril acoplado. Nessa doação, coletam-se apenas as plaquetas, e os demais componentes sangüíneos retornam ao doador. 3 - A doação de plaquetas é igual a uma hemodiálise? Não, a hemodiálise é feita com equipamentos diferentes e com a finalidade de tratamento de um paciente com problemas renais. 5 - Por que é preciso doar sangue antes de doar plaquetas? A doação de sangue prévia é recomendada, para que seja verificado se o doador apresenta veias de calibre adequado para a doação por aférese. Além disso, permite a obtenção de resultados negativos e recentes dos testes de triagem sorológica, minimizando a chance de perda do produto coletado por alteração num desses testes. 6 - Qual a quantidade de plaquetas que é retirada? A doação de aféreses diminui a contagem plaquetária em cerca de 30% quando comparada aos valores pré-doação, o que não causa efeito deletério ao doador.
7 - Preciso ter compatibilidade sangüínea com o paciente que vou doar plaquetas? Não é necessário ter tipagem sangüínea idêntica ou compatível à do paciente. 8 - Por que o tempo de doação é mais longo? Porque a separação e coleta das plaquetas ocorrem durante a doação e, para o equipamento coletar a quantidade adequada, é necessário um tempo maior de doação.
 Frequencia e intervalo entre as doações
Da doação de sangue total para plaquetas: 2 meses para homens e 3 meses para mulheres. A média de doações no ano é de 12 vezes, podendo haver um intervalo de 48 horas. Preferencialmente, o candidato à doação por aférese deverá ter realizado doação convencional prévia num período de 12 meses que antecede a doação de plaquetas.
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