Serviços - Laboratórios Especializados

Laboratório de Sorologia

De acordo com a portaria 153, de 14 de junho de 2004, do Ministério da Saúde, todas as bolsas de sangue coletadas devem ser, obrigatoriamente, submetidas aos testes para detectar as seguintes doenças:
· Sífilis
· Hepatites
· Doença de Chagas
· AIDS
· Malária
· HTLV I e II

O que é a Sífilis?

Doença infecciosa, transmitida sexualmente e por transfusão de sangue, produzida pelo espiroqueta Treponema Paladium. Transmissível também de mãe para filho, na gestação. Pode causar cegueira, lesões de pele, sequelas vasculares e abortos. É detectada pelos testes conhecidos como V.D.R.L. e I.F.I.


Treponema_pallidum

Treponema_pallidum


O que é a Hepatite?

Doença infecciosa provocada por uma família de vírus que ataca as células do fígado, podendo provocar morte ou seqüelas irreversíveis. Atualmente são conhecidos vários tipos de hepatites:
· Hepatite A: Não é transmissível pelo sangue.
· Hepatites B e C: transmissíveis pelo sangue e sexualmente. A Hepatite B é detectada através dos testes HBs Ag, Anti-HBc e ALT. A Hepatite C é detectada pelo teste Anti-HCV.


Anatomia do Vírus da Hepatite


O que é a Doença de Chagas?

Doença parasitaria transmitida através do mosquito conhecido popularmente como "barbeiro", "chupão", "chupança", "bicudo", "procotó", etc. Também transmitida pela transfusão de sangue. Doença incurável que produz lesões cardíacas e gastrointestinais. É detectada pelos testes H.A. e E.L.I.S.A.


Barbeiro

Trypanosoma Cruzi


O que é a AIDS?

Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, provocada pelo vírus H.I.V. é transmissível pelo sangue e sexualmente. Reduz a resistência orgânica possibilitando o aparecimento de infecções oportunistas. Não existe cura. É detectada pelos testes Anti-H.I.V. e E.L.I.S.A. e confirmada pelos testes específicos WESTERN BLOT e PCR.


Vírus HIV atacando leucócito

Anatomia do vírus HIV


O que é a malária?

Doença parasitária provocada por plasmodium. Produz anemia grave com manifestações febris, podendo levar a morte. É transmitida pelo mosquito e pelo sangue. É detectada pelos testes da "gota espessa" e I.F.I. Este teste só é obrigatório nas regiões onde a malária é endêmica, isto é, onde apresenta freqüência.

O que é o HTLV I e II?

Um Retrovírus, provável causador de um tipo de leucemia ou paralisia, transmissível pela transfusão de sangue e sexualmente. É detectado pelos testes Anti-HTLV I e II e confirmado pelos testes WESTERN BLOT e PCR.

Observação:
Outras doenças, tais como tuberculose e Toxoplasmose, que são transmitidas pelo sangue, podem ser identificadas pela entrevista do candidato à doação.



Vírus HTLV

Vírus HTLV


Laboratório de Imunohematologia


O que é Imunohematologia?

Imunohematologia é o termo utilizado para designar o estudo e classificação dos grupos sangüíneos através de reações imunológicas entre antígenos e anticorpos.
O termo antígenos refere-se a estruturas presentes na membrana das hemácias, as quais são herdadas geneticamente dos pais e determinam os diversos grupos sangüíneos.
Os anticorpos são proteínas responsáveis pela defesa imunológica do organismo (defendem o organismo contra corpos estranhos).

Qual a finalidade do Laboratório de Imunohematologia?

Este setor do hemocentro realiza entre outros exames os testes de classificação sangüínea e as provas de compatibilidade entre doador e receptor de sangue, ou seja, verifica se o sangue doado pode ou não ser transfundido no determinado paciente.


Laboratório de Imunohematologia


Quais são os exames realizados pelo laboratório de imunohematologia?

· Determinação Sangüínea ABO:
A importante descoberta de que as hemácias humanas pertenciam a diferentes grupos sangüíneos foi realizada por Landsteiner em 1900, que identificou o sistema ABO. Este sistema foi então dividido em quatro grupos sangüíneos: A, B, AB e O; onde os indivíduos classificados como:

   · "A" possuem antígenos A nas hemácias e anticorpos contra B no plasma;
   · "B" possuem antígenos B nas hemácias e anticorpos contra A no plasma;
   · "AB" possuem antígenos A e B nas hemácias e não possuem anticorpos no plasma;
   · "O" não possuem antígenos nas hemácias e possuem anticorpos contra A e B no plasma;

Para a determinação do tipo sangüíneo utilizamos a pesquisa de antígenos nas hemácias (Tipagem Direta), e para confirmação destes mesmos grupos sangüíneos realizamos a Tipagem Reversa, onde detectaremos os seus respectivos anticorpos.


Hemácias


· Determinação do antígeno Rh (D):
O antígeno Rh (D) foi descoberto em 1940 por Landsteiner e Wiener. À partir daí foram descobertos aproximadamente 40 ou mais antígenos diferentes no sistema RH, porém na prática procura-se determinar a presença ou ausência de um deles, especificamente o antígeno D. A presença do antígeno "D" irá caracterizar o indivíduo como Rh Positivo e sua ausência como RH Negativo.

· Teste da Antiglobulina Direto (Coombs Direto):
A principal finalidade deste teste é a detecção de hemácias revestidas de anticorpos, ou seja, hemácias sensibilizadas "in vivo". É muito utilizado na investigação de reações transfusionais, no diagnóstico de doença hemolítica perinatal e de anemias hemolíticas auto-imunes.

· Teste da Antiglobulina Indireto (Coombs Indireto):
Consiste na Pesquisa de Anticorpos Irregulares (P.A.I.), onde iremos determinar a ausência ou a presença de anticorpos livres no soro ou plasma de doadores e pacientes. Quando obtivermos um (P.A.I.) Positivo, será indicativo da presença de um anticorpo irregular no plasma deste paciente ou doador de sangue, o que nos levará a realização de um outro teste denominado de Identificação de Anticorpos Irregulares (I.A.I.), onde iremos determinar a especificidade deste anticorpo, ou seja, contra que antígeno específico este anticorpo é voltado.

· Provas de Compatibilidade:
As provas de compatibilidade pré-transfusionais, também denominadas de "provas cruzadas", são realizadas com o intuito de confirmar se o sangue a ser transfundido é realmente compatível com o do receptor. Deve-se observar rigorosamente a tipagem ABO, visto que a maioria dos acidentes transfusionais graves ocorrem por este tipo de incompatibilidade.


Laboratório de Hematologia


O laboratório de Hematologia do HEMOSC desenvolve suas atividades nas áreas de Hematologia Clínica, Hemoglobinopatias, Hemostasia e Coagulação e Controle de Qualidade de Hemocomponentes.
Os nossos clientes são os Doadores de Sangue do Hemocentro, os pacientes do ambulatório do Hemosc e do Cepon e os Hemocentros Regionais que formam toda a rede.
Participamos também do Programa de Qualidade Externo da SBAC (Sociedade Brasileira de Análises Clínicas), que é uma ferramenta a mais no processo de garantia da qualidade, assim como auditorias internas e externas, que são parte integrante das atividades da ISO 9001.


Hematologia Clínica:

O setor realiza os estudos hematológicos nas amostras encaminhadas, realizando os seguintes exames:

Análises:

· Hemograma (com contagens diferenciais e avaliação morfológicas nas distensões);
· Contagem de Plaquetas (Automatizado e em Câmara de Neubauer);
· Contagem de Reticulócitos;
· VHS;
· Coloração de Perls para ferro medular;
· Curva de Fragilidade Osmótica

Equipamentos:

· COBAS MICROS 60;
· MICROSCÓPIOS NIKON;
· MICROCENTRÍFUGA


Hemoglobinopatias:

Desenvolve atividades com a finalidade de diagnóstico e investigação de Hemoglobinopatias nos pacientes encaminhados pelos ambulatórios, assim como triagem dos doadores de sangue do Hemosc para detectar hemoglobinas anormais.

Equipamentos:

· Cubas de Eletroforese de Hemoglobinas;
· Espectrofotômetro.

Análises:

· Hematoscopia;
· Contagem de Reticulócitos;
· Pesquisa de Inclusões eritrocitárias;
· Pesquisa de Corpos de Heinz;
· Resistência Osmótica;
· Corrida Eletroforética em pH Alcalino;
· Corrida Eletroforética em pH Ácido;
· Dosagens de HB A, A2, FETAL, S.


Hemostasia e Coagulação:

Realizamos as provas de coagulação de rotina, para os pacientes anticoagulados com desordem de coagulação, encaminhados pelos ambulatórios do Hemosc e Cepon, fazendo a dosagem de fatores, inibidores da coagulação, fibrinólise e também estudos da Agregação Plaquetária.

Equipamentos:

· MTX;
· AGREGÔMETRO;
· ST4.

Análises:

· Estudos da Agregação Plaquetária;
· Tempo de Protrombina;
· Tempo de Tromboplastina parcial Ativado (TTPA);
· Tempo de Trombina;
· Fibrinogênio;
· Fator VIII;
· Fator IX;
· Inibidores;
· Proteina C;
· Proteina S;
· Antitrombina III;
· Resistência a Proteína C Ativada;
· Anticoagulante Lúpico;
· PDF;
· D-Dímeros.

Controle de Qualidade em Hemocomponentes

De acordo com as determinações da RDC nº 153 da ANVISA, os Hemocentros devem encaminhar 1% dos hemocomponentes para testes de Controle de Qualidade, afim de atestar que os mesmos foram processados corretamente atingindo assim os padrões por ela definidos.

Equipamentos:

· COBAS MICROS 60;
· MTX;
· ST4;
· ESPECTROFOTÔMETRO;
· MICROCENTRÍFUGA.

Análises:

· Hematócrito;
· Hemoglobina;
· Contagem de Plaquetas em Concentrados Plaquetários;
· Contagem de Leucócitos (automatizado e em câmara de Neubauer e Nageote);
· Dosagem do Fator VIII;
· Dosagem do Fibrinogênio;
· Contagens de células residuais (leucócitos, plaquetas e hemácias em câmara de Nageote);
· Dosagem de hemoglobina plasmática para verificação do índice de hemólise;
· Dosagem de proteínas totais no plasma de hemácias lavadas.


Laboratório de Marcadores Celulares

Realiza exames de Imunofenotipagem e Mielograma, utilizados no diagnóstico e acompanhamento de doenças hematológicas malignas (leucemias, linfomas), e exames de quantificação de células progenitoras, indispensável para a realização de transplantes de medula óssea.


Laboratório de Imunogenética

Laboratório cadastrado junto a ABH, realiza as seguintes atividades: Imunologia de Transplantes, Dosagem e controle de pacientes com uso de drogas imunosupressoras, dosagens de drogas antineoplásicas e Gerenciamento da lista de espera de receptores de órgão de cadáveres do Estado de Santa Catarina. È o Laboratório estadual de referência em Doadores Voluntários de Medula Óssea junto ao REDOME.

Está dividido, conforme as atividades, em duas divisões: Setor de Biologia Molecular que executa os exames do laboratório tipo II, e o Setor de Imunologia de Transplantes, que executa as provas cruzadas e sorológicas relacionadas aos transplantes de órgãos sólidos (exames do tipo I).

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