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Depoimento de doadora de MO

Quando uma pessoa se cadastra como doadora voluntária de Medula Òssea, de inicio ela apenas doa esperança, mas se tudo der certo e houver a compatibilidade, aí sim ela doará vida. Segue uma linda história de uma doadora que se cadastrou, e sua medula óssea foi compatível.

"Mensagem para o Hemosc de Chapecó sobre minha experiência como Doadora

Sou Alynne Dyanna Alambek, tenho 26 anos, sou administradora e com muito orgulho, em 2015, me cadastrei como doadora voluntária de medula óssea durante a realização de uma campanha de cadastramento de voluntários na cidade onde eu residia, São Miguel do Oeste – SC. Naquele momento o Hemosc de Chapecó se dirigia uma vez por semana até o município para realizar este trabalho.
Após quatro anos, surge um possível paciente compatível comigo. Porém o contato não foi imediato, pois meus dados cadastrais estavam desatualizados. Felizmente, quando realizei o cadastro, eu informei o nome e contato de várias pessoas (parentes e amigos) e foi por meio de um amigo que o Redome conseguiu entrar em contato comigo e dar a grande notícia.

Quando os mediadores do Redome me falaram que alguém estava precisando de mim fiquei muito emocionada, impossível conter as lágrimas. Quando criança, sempre sonhei em ser super herói e salvar o mundo e naquele momento eu me tornei uma super heroína com a grande missão de salvar o mundo de uma pessoa. Não hesitei e conduzi tudo de forma que os procedimentos acontecessem o mais breve possível. Pensei comigo: “A doença não espera, preciso fazer a doação o quanto antes”.Toda a preparação para a doação levou menos de dois meses.

O Hemosc de Chapecó merece ser lembrado e homenageado, pois é por meio da equipe de anjos que toda a esperança nasce. Dois momentos o HEMOSC foi importante: no primeiro quando realizou a campanha de cadastramento em São Miguel do Oeste e o segundo quando coletou a nova amostra que comprovou os 100% de compatibilidade.
Para os procedimentos acontecerem precisei encarar muitos quilômetros. Somado todas as indas e vindas, foram mais de 4 mil quilômetros. Também, encarei vários dias sozinha com dores por conta da medicação que estimula a produção das “preciosas celulazinhas”, suportei horas dentro de um hospital, tudo isso para doar um pouquinho de mim a uma pessoa que não tenho a menor ideia de quem seja.

Mas quer saber? Se precisar eu faço tudo de novo! Pensar que tem alguém ganhando uma nova chance de viver, imaginar o sorriso dessa pessoa e das pessoas que a cercam, compensa tudo no final. Minha doação foi: doação de células tronco hematopoiéticas de sangue periférico por aférese. Um procedimento praticamente indolor que não deixa a menor chance de sequelas, e sem reações posteriores ao procedimento.
Para quebrar tabus: não há efeitos colaterais. Estou ótima de saúde e não tive reação. Estou pronta para outra!

A curiosidade é imensa em saber quem é a pessoa que tem um pouquinho de mim agora. A única coisa que sei é que o receptor/paciente não é brasileiro. Como cada país tem as suas próprias leis é preciso respeitar algumas regras de sigilo. Mesmo com essa curiosidade, fico muito feliz por saber que não existem barreiras para praticar o bem. Em algum lugar do mundo alguém recebeu uma doação repleta de carinho e bondade.
Muitos me perguntam: porque fez isso? Porque tanto interesse? Algum conhecido seu precisou disso? E minha resposta é simples: felizmente, nenhum conhecido passou ou precisou disso. Fiz isso porque acredito num mundo melhor, num mundo com mais bondade e mais empatia. Todos deveriam fazer o mesmo, mas como nem todos são assim, eu vou fazendo a minha parte e dando exemplo.
Fazer o bem sem olhar a quem! Foi isso que eu fiz! E você? O que você já fez por alguém que nem conhece?

Abraço fraterno!

Alynne Dyanna Alambek"


Data de atualização: 04/10/2019

 
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