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Transplante de órgãos

O Laboratório de Imunogenética, que iniciou atividades na década de 90, é  dedicado exclusivamente à realização de exames de histocompatibilidade  para transplantes de órgãos sólidos e de tecido, que identificam a compatibilidade entre doadores e receptores de órgãos. Credenciado pela Associação Brasileira de Histocompatibilidade, é o único no estado autorizado pelo Ministério da Saúde (MS) a realizar os testes para transplantes.

Para compreender com mais detalhes as atividades desenvolvidas pelo Laboratório de Imunogenética, a equipe da Comunicação Corporativa entrevistou a coordenadora/facilitadora do laboratório, a bioquímica Leila C Dalmolin Pereira, que falou sobre as técnicas e testes/exames realizados. Disse que, um dos testes executado identifica a tipagem Antígeno Leucocitário Humano (Human Leukocyte Antigen - HLA) por Biologia Molecular; outro é a verificação de anticorpos pré-formados contra o potencial doador, por meio do Painel de Reatividade Anti-leucocitário (PRA)  e, por fim, Prova Cruzada entre o soro do receptor contra as células do doador por meio de citometria de fluxo. Estes testes são realizados para  transplantes de coração, pâncreas, rins, e medula óssea. O laboratório é responsável também pelos exames de HLA para o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Em média, por mês, são realizados testes em 30 doadores de múltiplos órgãos.

O transplante pode ser entre doadores vivos ou falecidos. Se o transplante ocorrer com doador falecido, o procedimento inicia com uma entrevista familiar a fim da obtenção da autorização das doações.

A bioquímica relata que sua equipe está preparada para atender ao chamado para a realização de testes, que pode ser a qualquer hora do dia ou da noite. O procedimento acontece em duas etapas, a primeira é a realização da tipagem por HLA e após a Prova Cruzada, totalizando ao todo 8 horas de procedimentos.

Imediatamente a conclusão dos testes, os resultados são enviados para a Central de Transplantes que entra em contato com a equipe transplantadora que convocará os receptores mais compatíveis.

Um laboratório de extrema importância que atua no meio do processo, sem o qual os transplantes não aconteceriam.


Data de atualização: 21/10/2019

 
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